Sabias que…

  • A chegada dos frades Carmelitas Descalços à Mata do Bussaco causou, como se pode deduzir, algum descontentamento por parte das pessoas locais, que já se haviam habituado a usufruir livremente das matas, chegando ao ponto de serem feitas denúncias que sugeriam que os Carmelitas poderiam estar a esconder dentro da cerca forças inimigas.
  • Antes de os Carmelitas Descalços se instalarem na Mata do Bussaco, fora colocada a hipótese de ocuparem, sob os mesmo moldes, a serra de Sintra, mas a ideia foi inevitavelmente desconsiderada por várias razões: a sua proximidade com o mar, que a tornava um alvo fácil para ataques de piratas, corsários e armadas inimigas; a proximidade da Corte, que não se coadunava com o isolamento que procuravam; o facto de o ar salgado dessa serra impedir a plantação de uma floresta com variadas espécies. 
  • O que vemos hoje do Convento de Santa Cruz é apenas uma parcela daquilo que existia durante a presença dos frades Carmelitas Descalços, uma vez que foi, em parte, demolido para dar lugar ao Palace e a outras construções.
  • Na história da pernoita de Lord Wellington no Bussaco, é dito que o comandante-em-chefe foi bastante inflexível no que toca à escolha do quarto onde iria pernoitar. Sempre que os frades lhe mostravam um, ele rejeitava, dizendo que seria imprescindível que o quarto tivesse duas portas e não uma, mesmo que fosse menos acolhedor ou mais feio e pequeno. O que pode passar por uma nobre esquisitice é, na verdade, uma exigência provida de algum sentido; dando-se o caso de algum invasor irromper convento adentro e fazer uma visita ao quarto do comandante-em-chefe, este poderia fugir pela porta contrária àquela pela qual o invasor entrou. 
  • Diz-se que Lord Wellington, chegando ao Convento de Santa Cruz, deixou o seu cavalo amarrado na árvore que se encontra muito perto do pátio. Os nossos antepassados e contemporâneos apreciaram esse gesto como um marco tão simbólico que a própria árvore ainda lá existe, agora situada mesmo no meio da estrada, sobrevivendo a todas as adversidades arquitetónicas.

Do you now that…

  • The arrival of the Carmelitas Descalços friars to Mata do Bussaco caused, as one can deduce, some dissatisfaction on the part of the local people, who had already gotten used to freely enjoying the woods, to the point of being made denouncements that suggested that the Carmelitas could be hiding enemy forces inside the fence.
  • Before the Carmelitas Descalços friars settled in Mata do Bussaco, they were given the chance to occupy the woods of Sintra, under the same moulds, but the idea was inevitably disregarded for several reasons: its proximity to the sea, which made it an easy target for attacks by pirates, corsairs and enemy fleets; irs proximity with the Court, which did not match the isolation they sought; the salty air of those woods, which prevent the planting of a forest full of different species.
  • What we see today of the Convent of Santa Cruz is just a portion of what existed during the presence of the Carmelitas Descalços friars, since it was, in part, demolished to make way for the Palace and other buildings.
  • In the story of Lord Wellington’s stay in Bussaco, it is said that the commander in chief was quite inflexible when it comes to choosing the room where he would spend the night. Whenever the friars showed him one, he rejected it, saying that it would be essential for the room to have two doors and not one, even if it was less welcoming or uglier and smaller. What can pass for a noble oddity is really a demand full of meaning; should an invader break into the convent and pay a visit to the commander-in-chief’s room, the latter could escape through the door opposite to the one through which the invader entered.
  • It is said that Lord Wellington, arriving at the Convent of Santa Cruz, left his horse tied to the tree that is very close to the courtyard. Our ancestors and contemporaries appreciated this gesture as such a symbolic landmark that the tree itself still exists, now located right in the middle of the road, surviving all architectural adversities.